Início Curiosidades Eles gritaram “Hosana”… e depois “Crucifica-o”

Eles gritaram “Hosana”… e depois “Crucifica-o”

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Existe uma contradição na Bíblia que, à primeira vista, parece impossível de explicar.

Como pode o mesmo povo que gritou “Hosana” na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém… dias depois gritar “Crucifica-o”?

Essa não é apenas uma pergunta histórica.
É uma pergunta espiritual — e extremamente atual.

O verdadeiro significado de “Hosana”

Quando Jesus entra em Jerusalém, conforme vemos em Mateus 21, a multidão o recebe com ramos e aclamações:

“Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Mas aqui está um detalhe que muda tudo:

A palavra “Hosana” vem do hebraico Hoshia na, que significa:

“Salva-nos agora!”

Ou seja, não era apenas um louvor.
Era um clamor. Um grito de socorro.

O povo não estava apenas celebrando Jesus…
Eles estavam esperando algo dEle.

O problema não era o clamor mas sim a expectativa

Israel vivia sob o domínio romano.
A opressão era real. O sofrimento era coletivo.

O povo esperava um Messias que:

  • Derrubasse Roma
  • Restaurasse Israel politicamente
  • Estabelecesse um reino visível e imediato

Mas Jesus entra montado em um jumentinho.

Sem exército.
Sem revolução.
Sem guerra.

Ele não veio confrontar Roma.
Ele veio confrontar o pecado.

E é aqui que começa a ruptura.

A Páscoa: o contexto que revela tudo

Durante aquela semana, Jerusalém estava cheia por causa da Páscoa.

A festa celebrava a libertação do Egito, quando o sangue do cordeiro livrou o povo da morte.

Mas agora, algo maior estava acontecendo.

Enquanto o povo celebrava um cordeiro do passado…
O verdadeiro Cordeiro de Deus estava diante deles.

Jesus não veio para repetir a história.
Ele veio para cumpri-la.

De “Hosana” para “Crucifica-o”

Dias depois, conforme vemos em Mateus 27, a multidão está diante de Pilatos.

E a escolha é clara:

  • Jesus, o Messias
  • Ou Barrabás, um revolucionário

E o povo escolhe Barrabás.

Por quê?

Porque Barrabás representava o tipo de libertação que eles queriam.

Jesus representava a salvação que eles não entenderam.

O Messias não falhou — Ele cumpriu

A rejeição de Jesus não foi um erro no plano.

Foi o próprio plano.

Como anunciado em Isaías 53, o Messias viria para sofrer, carregar o pecado e morrer no lugar do povo.

O problema nunca foi Jesus.

O problema sempre foi a expectativa errada do coração humano.

E hoje?

Essa história não ficou no passado.

Hoje, muitos ainda gritam “Hosana”…

Mas esperando um Jesus que:

  • Resolva problemas financeiros
  • Tire o sofrimento
  • Traga conforto imediato

E quando Ele não corresponde a essas expectativas…

Vem a frustração.
O afastamento.
E, muitas vezes, a rejeição silenciosa.

Conclusão

“Hosana” é um pedido.

Mas Deus não responde segundo a nossa expectativa.
Ele responde segundo o Seu propósito.

O povo pediu salvação…

Mas rejeitou o modo como Deus decidiu salvar.

E a pergunta permanece:

Você quer um Jesus que resolve a sua vida…
ou um Jesus que transforma o seu coração?

Maxwell Mendes
Pastor, escritor, professor de teologia
Bacharelando em Teologia – Unicesumar/PR
Pós-graduado em Escatologia e Apocalipse – Instituto Reformado de São Paulo

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